Nao, eu nao preciso de você. Posso ser perfeitamente feliz, fazer novos amigos, sair, das risada sem você! Só que não precisar não significa não querer. E aí que está o problema: eu te quero. Eu quero dar risada, sair, fazer novos amigos, ser feliz com você, só com você! Eu não preciso mesmo de você, mas eu quero, e quero muito! Porque com você tudo é melhor, mais colorido, mais leve, mais significativo! Mas, infelizmente, eu sei que por mais que eu te queira, te ame e te deseje, eu não vou te ter. Não tem problema, eu vou vivendo. Porque como eu ja disse; eu não preciso de você.
Era um sentimento tão estranho, tão diferente, algo que eu nunca havia sentido antes. Um frio na barriga, um arrepio, um sorriso perdido, um olhar brilhante, passos sem sentido certo. Não era apenas uma paixãozinha, era algo maior, porém não chegava a ser amor, eu acho. Era um medo de perder, de ser abandonada, deixada pra trás. Uma preocupação em não ser suficiente, em não ser à altura dele, em ele encontrar alguém melhor do que eu. Era um conjunto de sentimentos incompreensíveis… Mas o que era isso meu Deus? O que era esse sentimento que ora se manifestava de um jeito, ora de outro? Não, não era amor. Não pode, não podia ser amor. Uma dama amando um vagabundo? Isso é contra as regras. Isso é proibido. Mas, pera, as regras, nem sempre são seguidas. E o errado, na maior parte das vezes, o proibido é muito mais gostoso. Então, meu Deus, isso era amor!
- Ele: Como uma garota como você ainda pode estar solteira?
- Ela: Falam que tenho alguns traumas emocionais, alguns defeitos graves...
- Ele: Tipo o que?
- Ela: Ainda espero meu príncipe encantado!




